Não sei exatamente em que qual ponto nossa relação se tornou plena, mas poderia ser diferente e não foi. Eu nasci exatamente do outro lado da rua e ela também. Desde então foram brinquedos, sonhos, confidências e segredos que constituíram um laço de amizade indestrutível. Foram momentos que definiram a nossa vida, os difíceis principalmente, mas sabemos que ao cruzar a rua tudo estará bem outra vez.
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Amor
" O amor sem palavras. Ou. A palavra Amor, sem amor. Sendo Amor, ou. A palavra ou. Sem substituír ou ser substituída por. Si, a palavra si, sem ser desgnada ou gnificada, por. O amor. Entre si e o que se. Chama amor, como se. Amasse (esse pedaço de papel escrito amor) . Somasse o amor ao nome amor, onde escoa. O mar , onde some o mar onde soa. A palavra amor , sem palavras. " - Arnaldo Antunes
sexta-feira, 14 de maio de 2010
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Romeu e Julieta
JULIETA - Meu inimigo é apenas o teu nome.
Continuarias sendo o que és, se acaso Montecchio tu
não fosses. Que é Montecchio? Não será mão, nem
pé, nem braço ou rosto, nem parte alguma que
pertença ao corpo. Sê outro nome. Que há num
simples nome? O que chamamos rosa, sob uma outra
designação teria igual perfume. Assim Romeu, se não
tivesse o nome de Romeu, conservara a tão preciosa
perfeição que dele é sem esse título. Romeu, risca
teu nome, e, em troca dele, que não é parte alguma
de ti mesmo, fica comigo inteira.
ROMEU - Sim, aceito tua palavra. Dá-me o nome
apenas de amor, que ficarei rebatizado. De agora em
diante não serei Romeu.
JULIETA - Quem és tu que, encoberto pela noite,
entras em meu segredo?
ROMEU - Por um nome não sei como dizer-te quem
eu seja. Meu nome, cara santa, me é odioso, por ser
teu inimigo; se o tivesse diante de mim, escrito, o
rasgaria.
JULIETA - Minhas orelhas ainda não beberam cem
palavras sequer de tua boca, mas reconheço o tom.
Não és Romeu, um dos Montecchios?
ROMEU - Não, bela menina; nem um nem outro, se
isso te desgosta.
JULIETA - Dize-me como entraste e porque vieste.
Muito alto é o muro do jardim, difícil de escalar,
sendo o ponto a própria morte - se quem és
atendermos - caso fosses encontrado por um dos
meus parentes.
ROMEU - Do amor as lestes asas me fizeram
transvoar o muro, pois barreira alguma conseguirá
deter do amor o curso, tentando o amor tudo o que o
amor realiza. Teus parentes, assim, não poderiam
desviar-me do propósito.
JULIETA - No caso de seres visto, poderão matar-te.
ROMEU - Ai! Em teus olhos há maior perigo do que
em vinte punhais de teus parentes. Olha-me com
doçura, e é quanto basta para deixar-me à prova do
ódio deles.
JULIETA - Por nada deste mundo desejara que fosses
visto aqui.
ROMEU - A capa tenho da noite para deles ocultarme.
Basta que me ames, e eles que me vejam!
Prefiro ter cerceada logo a vida pelo ódio deles, a ter
morte longa, faltando o teu amor.
William Shakespeare
Continuarias sendo o que és, se acaso Montecchio tu
não fosses. Que é Montecchio? Não será mão, nem
pé, nem braço ou rosto, nem parte alguma que
pertença ao corpo. Sê outro nome. Que há num
simples nome? O que chamamos rosa, sob uma outra
designação teria igual perfume. Assim Romeu, se não
tivesse o nome de Romeu, conservara a tão preciosa
perfeição que dele é sem esse título. Romeu, risca
teu nome, e, em troca dele, que não é parte alguma
de ti mesmo, fica comigo inteira.
ROMEU - Sim, aceito tua palavra. Dá-me o nome
apenas de amor, que ficarei rebatizado. De agora em
diante não serei Romeu.
JULIETA - Quem és tu que, encoberto pela noite,
entras em meu segredo?
ROMEU - Por um nome não sei como dizer-te quem
eu seja. Meu nome, cara santa, me é odioso, por ser
teu inimigo; se o tivesse diante de mim, escrito, o
rasgaria.
JULIETA - Minhas orelhas ainda não beberam cem
palavras sequer de tua boca, mas reconheço o tom.
Não és Romeu, um dos Montecchios?
ROMEU - Não, bela menina; nem um nem outro, se
isso te desgosta.
JULIETA - Dize-me como entraste e porque vieste.
Muito alto é o muro do jardim, difícil de escalar,
sendo o ponto a própria morte - se quem és
atendermos - caso fosses encontrado por um dos
meus parentes.
ROMEU - Do amor as lestes asas me fizeram
transvoar o muro, pois barreira alguma conseguirá
deter do amor o curso, tentando o amor tudo o que o
amor realiza. Teus parentes, assim, não poderiam
desviar-me do propósito.
JULIETA - No caso de seres visto, poderão matar-te.
ROMEU - Ai! Em teus olhos há maior perigo do que
em vinte punhais de teus parentes. Olha-me com
doçura, e é quanto basta para deixar-me à prova do
ódio deles.
JULIETA - Por nada deste mundo desejara que fosses
visto aqui.
ROMEU - A capa tenho da noite para deles ocultarme.
Basta que me ames, e eles que me vejam!
Prefiro ter cerceada logo a vida pelo ódio deles, a ter
morte longa, faltando o teu amor.
William Shakespeare
O reconhecimento da alma
Para cada um de nós, existe alguma pessoa especial. Muitas vezes, existem duas, três ou até mesmo quatro. Todas vêm de gerações diferentes. Atravessam oceanos de tempo e profundidades celestiais para estarem conosco novamente. Vêm do outro lado,do céu. Podem parecer diferentes, mas nosso coração as reconhece. Nosso coração as abrigou em braços como os nossos nos desertos do Egito, sob o luar, e nas planícies antigas da Mangolia. Marchamos juntos nos exércitos de generais guerreiros que a Historia esqueceu, e vivemos como elas nas cavernas cobertas de areia dos Homens Antigos. Há entre elas e nós um laço eterno, que nunca nos deixa sós.
A nossa mente pode interferir. ” Eu não te conheço “ Mas o coração sabe . Ele toma a nossa mão pela primeira vez, e a lembrança daquele toque transcende o tempo e faz dissipar uma corrente que percorre todos os átomos do nosso ar . Ela olha em nossos olhos e vemos um espírito que nos vem acompanhando há séculos. Há uma estranha sensação em nosso estomago. Nossa pele se arrepia. Tudo o que existe fora desse momento perde a importância.
Ele pode não nos reconhecer, muito embora tenhamos finalmente nos reencontrados, embora o conheçamos. Sentimos a ligação. Vemos o potencial o futuro. Mas ele não o vê. Temores,realizações, problemas cobrem-lhe os olhos com um véu. Ele não permite que afastemos o véu. Choramos e sofremos, mas ele se vai.
O destino tem seus caprichos
Brian Weiss
A nossa mente pode interferir. ” Eu não te conheço “ Mas o coração sabe . Ele toma a nossa mão pela primeira vez, e a lembrança daquele toque transcende o tempo e faz dissipar uma corrente que percorre todos os átomos do nosso ar . Ela olha em nossos olhos e vemos um espírito que nos vem acompanhando há séculos. Há uma estranha sensação em nosso estomago. Nossa pele se arrepia. Tudo o que existe fora desse momento perde a importância.
Ele pode não nos reconhecer, muito embora tenhamos finalmente nos reencontrados, embora o conheçamos. Sentimos a ligação. Vemos o potencial o futuro. Mas ele não o vê. Temores,realizações, problemas cobrem-lhe os olhos com um véu. Ele não permite que afastemos o véu. Choramos e sofremos, mas ele se vai.
O destino tem seus caprichos
Brian Weiss
terça-feira, 11 de maio de 2010
A roda
" Compreenderá que dominou o mundo de fora, mas não dominou o mundo de dentro, os imensos territótios de sua alma. Descobrirá que se tornou um gigante na ciência, mas que é um fragil menino que não sabe navegar nas águas da emoção e que desconhece os segredos que tecem a colcha de retalhos da sua inteligência. Quando isso ocorrer, algo novo acontecerá. Ele encontrará pela segunda vez a sua maior invenção: a roda. A roda ? sim, só que dessa vez será a roda da emoção. Encontrando-a, ele percorrerá territoriórios pouco explorados e, por fim, encontrará o que sempre procurou: o amor, o amor pela vida e pelo Autor da vida "
Vous.
"Frágil — você tem tanta vontade de chorar, tanta vontade de ir embora. Para que o protejam, para que sintam falta. Tanta vontade de viajar para bem longe, romper todos os laços, sem deixar endereço. Um dia mandará um cartão-postal, de algum lugar improvável. Bali, Madagascar, Sumatra. Escreverá: penso em você. Deve ser bonito, mesmo melancólico, alguém que se foi pensar em você num lugar improvável como esse.Você se comove com o que não acontece, você sente frio e medo. Parado atrás da vidraça, olhando a chuva que, aos poucos, começa a passar."
Caio Fernando Abreu
segunda-feira, 10 de maio de 2010
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